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Distrito no Vale do Rio Doce se destaca na produção de lingeries

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Distrito no Vale do Rio Doce se destaca na produção de lingeries
marcialopes

Portal da cidade de São João do Manteninha (MG). Crédito: ucas Alvarenga.

As águas do Ribeirão Manteninha que serpenteiam ao lado da estrada parcialmente recapeada são escassas. Quase não há mais cultivo nessa porção de terra, cercada por vales e vegetação rarefeita, na divisa entre Minas Gerais e o Espírito Santo. Próximo ao curso d’água ainda há sinais de olarias, onde alguns homens queimam peças de cerâmica expostos ao sol. Nesse lugar aparentemente inóspito, o sonho de uma mulher tornou-se realidade e transformou uma região fadada ao isolamento econômico no segundo maior polo da moda íntima e fitness mineira, com 500 mil peças produzidas ao mês.

Em sua fábrica na principal rua de Vargem Grande, distrito de 2,5 mil habitantes da cidade de São João do Manteninha (MG), a empreendedora Ilza Maria de Mendonça desfia o novelo desta história moldada sob a forma de lingeries. De família humilde , ela aprendeu a costurar desde cedo para ajudar na casa. Se aos 13 anos Ilza já arrematava as primeiras peças, sete anos depois viajava para Vitória – capital capixaba – em busca de tecidos para produzir vestidos de batizado. Embora simples, as peças eram vendidas em Belo Horizonte, a 499 quilômetros da sua residência.

Em uma dessas viagens à capital mineira, Ilza reencontrou sua irmã Ideci, que a apresentou a uma costureira experiente. “Em um dia, ela produzia 70 calcinhas, enquanto eu gastava o triplo para fazer uma única das minhas peças. Aquele negócio era interessante, mas eu tive vergonha de pedir os moldes à costureira, o que não foi problema para a Ideci”, recorda-se, aos risos. Do começo tortuoso, produzindo 30 calcinhas por dia, à realização do sonho de comprar a primeira máquina elétrica de overlock passaram-se quatro anos. Em 1985, veio a surpresa: Ilza abriu sua própria confecção.

Com o apoio do marido, o comerciante Gentil Pereira, ela fundou a Meury Kiss e despertou o distrito de Vargem Grande para uma vocação econômica: a fabricação de lingeries. “Posso dizer que aprendi na tentativa e erro, à medida que novas demandas surgiam. ‘Ah, Ilza, preciso de camisola’. Eu não tinha mão de obra qualificada, então minhas irmãs, filhas, vizinhos e sobrinhos foram aprendendo. O negócio cresceu, as pessoas foram abrindo suas próprias fábricas e aquele impulso se transformou neste polo grandioso. Eu sou ou não sou uma pessoa realizada?”, pergunta.

Émerson da Silva Xavier e a esposa criaram a Love Life. Crédito: Lucas Alvarenga.

À procura de um parceiro

A filha de Ilza, Elisângela Mendonça, cresceu cercada por tecidos e aviamentos. Assim como a mãe, a vocação para a moda não demorou a surgir por meio de suas mãos talentosas. De auxiliar no negócio da família, ela passou à condição de empreendedora ao lado do marido, Émerson da Silva Xavier, militar por quase 14 anos em Vargem Grande. O sobrenome – igual ao do mártir da Inconfidência Mineira – é apenas uma feliz coincidência. Assim como Tiradentes, ele abandonou a carreira na Polícia e se mostrou um hábil articulador de ideias.

Casados desde 1993, eles foram parceiros na fabricação de modinha infantil, mas logo optaram pela produção de lingeries. “Como nós, todos que tentaram outro tipo de confecção em Vargem Grande acabaram se rendendo à moda íntima”, admite Émerson. Em 2002, após cinco anos produzindo em casa, eles fundaram a Love Life. A empresa nasceu para atender às classes C e D, entregando aos clientes a chamada ‘roupa de banca’. “Só em 2005, percebi o quanto as facções da região, embora numerosas, eram de fundo de quintal. Tínhamos medo de aparecer.”

Em nome dos empreendedores locais, Émerson tomou a frente na iniciativa de procurar apoio do Sebrae Minas. Assim, deu início ao projeto para desenvolvimento do Arranjo Produtivo Local (APL) do Polo de Confecção de Moda Íntima de São João do Manteninha e região. “Quando o Sebrae Minas apareceu em Vargem Grande para nos orientar sobre a gestão financeira do nosso negócio e, ainda, divulgar nossos produtos, tudo começou a mudar”, confessa Émerson.

Na época, 14 fábricas operavam no distrito, mas de portas fechadas e sem processos produtivos eficientes. Diante desse cenário, a instituição ofereceu aos empreendedores consultorias e cursos em gestão financeira, desenvolvimento de modelos, processos e controle de produção, layout, criação de pontos de venda e marketing. “O Sebrae MInas implementou o Programa de Alavancagem Tecnológica (PAT), que contribuiu para que os empreendedores pudessem montar suas células de produção. Com isso, muitos chegaram a aumentar a produtividade em 45%”, destaca o analista do Sebrae Minas Marcelo Gonçalves.

Vitrine para o mundo

Mais organizados, os empreendedores da região se prepararam para o próximo passo: abrir suas lojas, diminuindo a dependência das vendas por meio de representantes comerciais. Com o suporte do Sebraetec – programa de incentivo à inovação para os pequenos negócios – alguns pioneiros como Émerson se arriscaram nessa jornada. Em 2007, ele e sua esposa inauguraram a loja da Love Life em um galpão em frente à fábrica. A novidade atraiu clientes e despertou os demais empreendedores para a necessidade de expansão dos negócios.

A precursora do polo de Vargem Grande, Ilza Maria, também se aventurou a abrir uma loja da Meury Kiss. “Nós percebemos o sucesso um do outro e investíamos nas lojas com um mix de produtos diversos. Os clientes foram chegando e nossas vendas melhoraram rapidamente. Isso valorizou a mão de obra local, que recebe um salário fixo mais bônus por produtividade”. De acordo com a Associação dos Empreendedores da Indústria e do Comércio de São João do Manteninha (Assecom), o distrito possui, atualmente, 48 lojas de modas íntima, fitness, praia e plus size.

O sucesso nas vendas fez os empresários locais investirem alto. Com o apoio do Sebrae Minas, eles montaram catálogos para anunciar suas coleções, a um custo de R$ 14 mil cada. Durante o auge da pandemia de Covid-19, 80% desse valor foi custeado pela instituição. Agora, esse percentual atinge 70%. O marketing atraiu sacoleiras e varejistas das principais cidades do Espírito Santo, dos Vales do Jequitinhonha, do Rio Doce e do Mucuri em Minas Gerais, do Sul da Bahia e até mesmo da Dinamarca – mercado conquistado pela Love Life, primeira a exportar para a Europa.

Visionário, Émerson já prepara a empresa para mais avanços. “Consegui inscrever a Love Life no Radar – sistema eletrônico de comércio exterior. Agora, nosso objetivo é fazer negócios com o Mercosul”, revela o empresário e presidente da Assecom. Com 70 funcionários, uma loja e vendas por atacado e varejo na internet, a empresa responde por mais de 20% dos R$ 48 milhões de faturamento do polo. Ao todo, as 40 empresas que integram o APL mantêm 5 mil empregos diretos, além de sustentar 80% do Produto Interno Bruto (PIB) de São João do Manteninha.

 Superando desafios

Apesar do sucesso, os empreendedores locais já enfrentam problemas para contratação de mão de obra. Atraídos pela cotação do dólar, dezenas de funcionários abandonaram seus empregos nos últimos anos para tentar a vida nos Estados Unidos. A qualificação de novos colaboradores, que poderia ser acelerada com auxílio da internet, tornou-se um problema. O distrito possui somente uma repetidora de sinal, embora haja a promessa de uma torre de celular em breve. “Nós esperamos que a telefonia móvel se estabeleça para que Vargem Grande ganhe o mundo de vez”, relata Gentil, marido de Ilza.

Os seis quilômetros de estrada até Vargem Grande estão em fase final de recapeamento. Antes de 2012, no entanto, a realidade do acesso era outra: quando chovia, tudo virava barro; na seca, os carros levantavam poeira. “Teve quem veio naquela época e nunca mais voltou por causa das condições da estrada”, lembra Émerson. Embora acolhedor, o distrito também não possui hotel, o que dificulta a retenção de clientes por mais tempo entre as lojas. A construção de uma creche é outra realidade distante, mesmo que a mão de obra feminina predomine nas fábricas.

Os trabalhadores das cidades vizinhas, como Mantena e Itabirinha, e do distrito de Barra do Ariranha se deslocam para as confecções de Vargem Grande no ônibus mantido pela prefeitura de São João do Manteninha ou de moto. Além disso, o preço de matérias-primas derivadas do petróleo, como os tecidos sintéticos, subiu com os constantes lockdowns que interromperam a produção chinesa.

Mesmo assim, os empreendedores da região não desanimam. Afinal, eles criaram juntos o segundo maior polo de moda íntima do estado, construíram lojas exuberantes, informatizaram os negócios e sustentam uma cadeia produtiva que mantém milhares de famílias. “Somos um distrito modelo, movimentamos dinheiro e fabricamos produtos que encantam. Superamos o medo de expor nosso negócio, uma pandemia que devastou o mundo e já aguardamos pelas vendas da nova temporada. O nosso segredo é que somos uma grande família”, arremata Gentil.

Reinvenção no mix de produtos

Das araras onde a imaginação assumia a forma de lingeries com rendas, fantasias ousadas e modelagens sensuais restaram as lembranças. Há dez anos à frente da confecção Gata Preta, Tatiane de Almeida Silva precisou se reinventar para seguir empreendendo em Vargem Grande, distrito de São João do Manteninha (MG). A linha de produtos sensuais deu lugar aos biquínis e maiôs não menos surpreendentes. O aumento no custo da matéria-prima durante a pandemia de Covid-19 fez a empresária enxergar na moda praia uma saída para sobreviver no mercado.

O menor custo de produção, associado ao maior valor agregado das peças e à baixa concorrência local, seduziram Tatiane. Ela já trabalhava com moda praia na antiga loja, mas a opção por torná-la protagonista na marca Gata Preta foi tomada após uma avaliação feita com apoio do Sebrae Minas. “Antes da pandemia, produzimos 30 mil peças de lingerie sensual em uma estrutura com 13 funcionárias. Hoje, com 2 mil peças de moda praia e quatro colaboradores, fechamos o mês com um faturamento próximo ao obtido anteriormente”, compara.

Com o negócio em ascensão, ela espera quitar os empréstimos e contratar mais costureiras para impulsionar as vendas. “O isolamento social exigiu que as pessoas ficassem em suas casas e, agora, elas querem mais é sair, viajar, aproveitar o sol e a praia. Até dezembro, espero me estabilizar novamente com a maior procura por mais peças para o verão”, planeja. Para atender a demanda da alta temporada, a empreendedora já contratou dois representantes comerciais e uma vendedora – principalmente para o e-commerce, que expandiu 80% desde 2020.

De olho nas tendências do mercado, Tatiane se prepara para uma nova mudança. “No momento, preciso do atacado para fazer caixa, girar o estoque e ter recursos para crescer. Mas, no futuro, quero transformar a loja em um showroom, para que o cliente tenha um produto customizado e não tenhamos peças paradas no estoque. A moda praia é dinâmica, muda a todo instante. Saiu algo na novela? No dia seguinte, todos querem aquele modelo”, observa.

Enquanto isso, a empresária continua se capacitando com o suporte do Sebrae Minas. Afinal, há 18 anos, desde a sua primeira reunião com técnicos da entidade, Tatiane mantém acesa a chama do aprendizado. “O apoio do Sebrae Minas foi fundamental na transição do meu negócio, ao oferecer consultorias de gestão e marketing. Continuo em busca desse aprendizado, mas agora com o olhar de uma empreendedora que se alegra toda vez que vê alguém postar uma foto com seus biquínis ou dizer que comprou uma peça há seis, sete anos, e ainda a guarda com carinho”, destaca.

O lucrativo caminho das lingeries

No porta-malas, dezenas de sacolas e bagagens com roupas íntimas aguardavam seu destino final: a Região Metropolitana de Vitória (ES). O relógio marcava meio-dia, quando a guia de turismo Romilda Maria Kiffer começava a ajeitar, cuidadosamente, as compras das sacoleiras capixabas, que haviam chegado ao distrito de Vargem Grande (MG) no início da manhã, após cinco horas de viagem. Tímidas e visivelmente cansadas, elas entravam no ônibus de 22 lugares, e logo se acomodavam para enfrentar quase 300 quilômetros de volta às suas casas.

Há cinco anos, Romilda Maria faz o mesmo trajeto. “Antes, vinha uma vez por mês, depois passei a vir a cada 20 dias. Diminuí esse intervalo para 15 dias e, agora, venho toda semana. O polo de lingerie é maravilhoso! Os vendedores nos acolhem muito bem”. Antes, a guia levava as sacoleiras para os atacados de Colatina (ES), onde as sete confecções de Vargem Grande mantinham lojas. Em uma dessas excursões, ela conheceu os lojistas do polo e descobriu o lucrativo caminho das lingeries do distrito de São João do Manteninha (MG).

A guia de turismo recebe 10% de comissão sobre o valor gasto pelas sacoleiras, assim como os outros 20 guias, que viajam para a região levando, sobretudo, mulheres em busca de oportunidades. “Elas dizem: ‘Ah, Romilda, comprei pouco hoje. Vou experimentar’. Passam alguns dias, estão de volta para levar mais lingeries”. O polo se tornou uma opção não só para empreendedores capixabas como para baianos e mineiros – principalmente dos Vales do Aço, do Jequitinhonha e do Mucuri.

De duas a três vezes por semana, o guia Wilton Chaves percorre 170 quilômetros de estrada para transportar lojistas e sacoleiras de Teófilo Otoni até Vargem Grande. O esforço compensa: com mais de 200 clientes, ele superou a pandemia da Covid-19 com criatividade, e fatura 30% a mais em relação ao período anterior à crise sanitária. “Negociamos com os lojistas, que, ao invés de trazer os clientes até o distrito, buscávamos as mercadorias para evitar a circulação de pessoas. Teve quem comprasse R$ 1 mil e passou a investir até R$ 3 mil”, relata.

A diversidade do polo de lingerie fez Wilton abandonar o segmento de modinha, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. “Cheguei a Vargem Grande para representar uma marca de lingerie, mas o proprietário me aconselhou a atuar como guia, devido à minha carteira de clientes. Nesses seis anos, vi os esforços dos empresários para consolidar os negócios, com o apoio do Sebrae Minas. De tanto vir para São João do Manteninha, posso dizer que me sinto em família”, confessa.

Amarildo Francisco é um dos fundadores da World Star. Crédito: Lucas Alvarenga.

Costurando o futuro

A infância dentro das fábricas de lingerie de Vargem Grande despertou em Mirelly, Vitor e Larissa a paixão pelas confecções. O trio representa, com orgulho, a segunda e a terceira geração de empreendedores do polo, costurando seu destino com o mesmo cuidado de seus pais e avós. Mirelly e Vitor de Oliveira Siqueira são filhos de Ilvana Valéria e Amarildo Francisco, fundadores da World Star. Já Larissa Mendes é neta de Ideci – irmã da precursora da moda íntima na região, Ilza Maria – e filha de Gerusa Mara.

Admiradora do talento nato da mãe, Mirelly começou cedo na loja, mas logo mudou para a cidade de Colatina (ES), onde se formou em Engenharia de Produção. Desde o retorno, ela cuida de perto da fabricação e desenvolvimento de produtos e da divulgação das peças nas redes sociais. Seu irmão Vitor administra a empresa e oferece suporte tecnológico à World Star, sendo responsável pelo site da empresa e pela elaboração de moldes digitais para impressão.

Embora tenham criado cada qual sua empresa, os irmãos Oliveira Siqueira não abrem mão do legado familiar. “Nós realmente amamos o que fazemos, e queremos fazer jus à história de 30 anos dos nossos pais frente à World Star. Eles nos deixaram uma lição de seriedade, honestidade e carinho desde a produção até a entrega. Por isso, temos o compromisso de elevar a autoestima das mulheres com lingeries de qualidade ”, assegura Mirelly.

Com conhecimento teórico, apoio do Sebrae Minas e a experiência adquirida em família, os irmãos ampliaram a rentabilidade do negócio, adequando a produção da fábrica às tendências do setor. Além disso, apostaram alto nas mídias digitais para ganhar mercado. “Depois da pandemia, as pessoas vêm uma vez à Vargem Grande, conhecem o produto e depois compram pela internet. Nós fazemos fotos e vídeo chamadas para manter ao máximo o cliente dentro da loja. Com esse atendimento personalizado, as vendas on-line cresceram mais de 20%”, quantifica Vitor.

‘Herdeira’ de Ideci, Larissa é tecnóloga em Design de Moda. Durante dois anos e meio, ela dividiu seu tempo entre Colatina (ES) – onde estudava – e Vargem Grande, para ajudar a mãe na confecção da família, a Lapelle. Com apoio dos pais e do esposo, a jovem empreendedora resolveu investir na moda fitness, assim como Vitor. “Produzia as peças na fábrica da minha mãe, só depois montei minha própria confecção na antiga fábrica dela. E foi ela quem me ajudou a vender as primeiras peças até montar a Larissa Mendes Fitness”, lembra.

A transição da lingerie para a moda fitness contou com o apoio irrestrito da família, mas ainda assim o processo não foi fácil. “Não tinha referência para buscar: os tecidos, a costura, as cores. Tudo era diferente. Neste percurso, tive o Sebrae Minas como parceiro de aprendizado e de governança. Com o apoio da entidade, aprimorei meus conhecimentos sobre desenvolvimento de coleções, gestão financeira e marketing. Hoje, continuo aprendendo para crescer cada vez mais.”

Com dez funcionárias e um negócio cada vez mais consolidado, Larissa se orgulha em seguir os passos da avó, das tias e da mãe. “É uma responsabilidade carregar a história dessas mulheres que construíram o polo de Vargem Grande, e é uma honra representá-las. Falar de gerações é falar de uma troca constante e de ajuda mútua”, disse.

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